Mídias tradicionais para público jovem: elas ainda funcionam?

Não é novidade que o público jovem trouxe novos hábitos de consumo de informação. Desde o surgimento e a evolução das novas mídias de comunicação, a funcionalidade das mídias tradicionais para esse público passou a ser questionada, levantando debates e pesquisas para entender se elas ainda cumprem seu papel.

A TV aberta, no entanto, ainda é o principal meio de comunicação usado pela população brasileira para consumir informações. É o que aponta uma pesquisa do Datafolha, a qual estima que a programação dessa mídia é desfrutada por aproximadamente 50% dos adultos, com mais de 25 anos, e apenas 34% dos jovens, entre 16 e 24 anos.

Por outro lado, a análise do consumo de informação por meio das redes sociais mostra que 32% dos adolescentes entre 12 a 15 anos se informam por essas mídias, enquanto 27% dos jovens entre 16 a 24 anos têm esse hábito. Entre os adultos, somente 7% deles utilizam sites como Facebook, Twitter e YouTube para essa finalidade.

Afinal, por que as mídias tradicionais não surtem mais tanto efeito com o público jovem? Descubra agora!

As mídias tradicionais

O hábito de reunir a família ao redor da TV tem se tornado cada vez mais escasso nos lares brasileiros. As mídias tradicionais, como a própria TV, o rádio e o jornal, impossibilitam o receptor de exercer um manifesto imediato e não promovem a interatividade e a construção coletiva da mensagem.

O jovem exerce cada vez mais influência nas decisões da família. Apesar de não ser o membro com poder financeiro, ele leva tendências de consumo de informação e tem voz quando se trata de determinar a escolha de viagens, produtos de tecnologia e compras do dia a dia, por exemplo.

O jovem e a internet

Como as informações circulam em uma velocidade não vista antes e a internet é o caminho para se manter atualizado, o jovem sente a necessidade de ficar conectado o tempo inteiro. O celular acompanha esse público em todos os lugares e é utilizado para pesquisarem preços, lerem notícias e trocarem mensagens.

No viés comunicacional, o jovem busca interagir mais com o conteúdo disponibilizado nos meios digitais, uma vez que a publicidade e as notícias são mais abertas ao diálogo. As marcas que investem em canais online, por exemplo, são mais lembradas por esse público.

As redes sociais promovem tanto entretenimento e relações interpessoais quanto a propagação de notícias em âmbito local e mundial, sendo fontes essenciais para alimentar o hábito do consumo imediato de informação. Além disso, o jovem tende a ficar mais tempo nesse canal, em função da possibilidade de compartilhar e conhecer diferentes pontos de vista.

As tendências do consumo de informação

O público jovem é visto como um desafio para a mídia. É necessário compreendê-lo para saber como atender a demanda por informações rápidas, objetivas e interativas, bem como para levar conteúdos seguros, que sejam abordados utilizando uma comunicação adequada.

Os conteúdos de vídeo têm sido uma forte tendência para esse público. Disponibilizados online, podem ser acessados de qualquer lugar e assistidos a qualquer momento. Além de serem independentes, abordam temas influentes na sociedade, com poucas limitações de linguagem.

Um estudo publicado pela Google aponta que uma em cada três pessoas usa o celular para assistir a vídeos online e que aquelas que optam por conteúdos de beleza, entretenimento, moda e cultura pop preferem assistir em seus smartphones. Logo, a produção de conteúdo de vídeo deve se basear nos hábitos e desejos do público e no contexto inserido.

O jovem atual tem outra percepção das mídias tradicionais. De um modo geral, eles não são impactados pelas notícias propagadas nesses canais e não se identificam. Como mostramos, a tendência é encontrar caminhos nas mídias digitais que falem a mesma língua e entreguem conteúdos objetivos e valiosos.

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